300 anos de lâmina no sertão
Uma história em 5 capítulos, do roçado à vitrine. Como a ferraria das feiras virou ofício de autor, de Campina Grande ao Cariri.
Por Otávio Ramalho
Polo | Raiz
- 01Capítulo 1: O roçado e o facão de lavouraAntes de ser objeto de coleção, a faca era ferramenta de trabalho. No sertão do século XVIII, servia para o roçado, o couro e a cozinha.
- 02Capítulo 2: O vaqueiro e a faca de couroNo século XIX, a pecuária deu à faca um novo dono: o vaqueiro. A lâmina ficou menor, a ponta mais fina e a bainha virou peça de couro trabalhada.
- 03Capítulo 3: A feira e o ferreiro ambulanteNos anos 1950, o ferreiro ambulante chegava às feiras de madrugada, montava a forja no chão e consertava ferramentas enquanto vendia facas novas.
- 04Capítulo 4: O litoral e a peixeiraNo litoral, a lâmina se adaptou ao peixe. A peixeira ganhou corpo fino, ponta firme e cabo que não escorrega molhado.
- 05Capítulo 5: A forja hoje e a faca de autorNos anos 2000 surgiram as primeiras oficinas de autor. A faca deixou de ser só ferramenta e passou a levar o nome de quem a fez.