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POLO RAIZRUMO À RAIZ

Superfície no mangue: o trabalho cadenciado de zaras e poppers no estuário

Como a vibração na flor d água e o barulho de bolha ativam o ataque territorial de robalos e xaréus nos remansos.

Por Caio Ribeiro · 6 min de leitura
Foto: [crédito do fotógrafo]
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6 min

A pesca de superfície com iscas de ação "walk the dog" (zaras) é a modalidade mais emocionante da pesca esportiva no litoral brasileiro. A explosão na linha no momento em que o predador sobe para abocanhar a isca testa os reflexos de qualquer pescador.

No estuário raso com raízes expostas, o trabalho de ponta de vara para baixo com toques curtos faz a zara ziguezaguear imitando uma tainha ferida ou camarão em fuga.

Poppers e a atração sonora

Em dias de água ligeiramente turva ou com vento encrespando a superfície, o popper com sua boca côncava produz um estalo sonoro grave (pop) e uma esteira de bolhas que chama o peixe das profundezas.

O segredo está nas pausas de um a dois segundos após dois toques: é exatamente na parada que o robalo ataca sem hesitar.

Fonte e créditos técnicos: Pesca & Companhia e cadernos de campo do litoral nordestino.